Um dia, alguém pensou em oferecer a Salazar, como presente, uma tartaruga.
- Uma tartaruga? Que ideia! Onde ia eu meter um bicho desses?
- É muito simples. Basta um tanquezito com água. Não dá trabalho nenhum, não incomoda, não faz barulho e pode viver até aos duzentos anos...
- Ah, não! Não quero. Nós afeiçoamo-nos aos animais, depois eles morrem e lá ficamos com pena de os perder...
Anedotas, anedotas e mais anedotas
sábado, 5 de julho de 2008
Tartaruga
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Concurso
Um amigo de infância do Presidente do Conselho, que tinha ido muito novo para África e por lá fizera a sua vida, juntando uma grande casa, vem à Metrópole e visita-o. Visita-o para matar saudades, mas aproveita para lhe pedir um conselho. É que acabava de formar um filho em Ciências Económicas e Financeiras e queria iniciá-lo no trabalho, aqui na Metrópole, antes de ir para África entrar na gestão dos negócios paternos.
- Talvez tu mesmo pudesses ajudar-me. Um lugarzito em que ele entrasse na prática...
Salazar sorriu:
- Nem de propósito! Esteve aqui há pouco o ministro da Economia e falou-me da necessidade de um economista para um conselho técnico. Sempre é um ordenado de seis contos...
- Seis contos?! Deus nos livre! Com um ordenado desses logo de entrada, o rapaz perdia a noção das proporções. Desmoralizava-se. Eu quero-o lá é para trabalhar.
- Então talvez um lugar de chefe de contabilidade num grémio. São quatro contos e quinhentos...
- É muito. É muito ainda...
Salazar indicou a seguir mais dois ou três lugares equivalentes e o amigo ia recusando sempre. Até que se resolveu a adiantar:
- Compreendes, eu não quero que ele comece por mandar, mas por obedecer. Para saber como é. Para aprender, para se desemburrar. Sem grandes facilidades. Uma coisa aí para um conto e duzentos, um conto e quinhentos... Terceiro ou segundo oficial, por exemplo...
Salazar teve um gesto de desalento:
- Ah, isso é impossível! Só por concurso!...
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Camisas
Quando Rolão Preto, chefe dos nacionais-sindicalistas declarou, num banquete realizado em Fevereiro de 1933, que a uma ordem sua podia fazer desfilar em Lisboa 5 000 «camisas azui», Salazar admirou-se:
—Quê?! Então apesar das minhas medidas de salvação nacional ainda há em Portugal 5 000 pessoas com camisa?
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Jogos
Quando Lloyd George (Primeiro Ministro do Reino Unido) esteve em Lisboa, teve uma entrevista com Salazar. Conversaram longamente e, a certa altura, o inglês propôs que fossem jogar uma partida de golf. Salazar respondeu:
- Não jogo o golf. Não sei.
- Então o tennis?
- Também não sei. Não pratico jogos de campo.
- Iremos então a um jogo de sala. O bridge?
- Não sei jogar o bridge.
- Então um que saiba.
- Eu só jogo o rapa. . .
terça-feira, 1 de julho de 2008
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Bacalhau à Salazar
- Já conheces a última maneira de cozinhar bacalhau?
- Qual?
- Bacalhau à Salazar.
- Como é?
- Só batatas. . .
domingo, 29 de junho de 2008
Contra-torpedeiro
Anedota que se espalhou em Lisboa no mesmo dia em que foi lançado à água o contra-torpedeiro «Douro» - 18 de Novembro de 1933:
Ao fingir dar ao navio o impulso que o poria em movimento, Salazar desequilibrou-se e caiu ao Tejo. Acudiu logo uma canoazita, cujo único tripulante lhe estendeu a mão quando ele, depois de mergulhar, veio à tona de água:
- Dê cá a sua mão!
Salazar olhou o marítimo e mergu]hou de novo. Torna segunda vez ao de cima e o homenzinho da canoa estende-se mais ainda:
- Dê cá a sua mão!
Salazar volta a olhar o marítimo e a mergulhar novamente. Volve terceira vez à superfície e o da canoa quase se desequilibra:
- Tome lá a minha mão!
Só então Salazar estendeu a mão para se salvar...
